Apesar do alívio internacional na bolsa brasileira gerada pelo mercado americano o Dólar continua em alta.

Os futuros americanos não se estremeceram diante um mundo no vermelho prestes a abertura das bolsas americanas, os futuros que antecederam o pré-market não apresentavam quase variação mediante um sentimento de aversão ao risco no dia de hoje. O índice #Nasdaq registrava leve alta segurando os demais índice #DJI Dow Jones e S&P500. 

O Ibovespa abriu em baixa e chegou a fazer mínima de 75938 as 10:30 (BRT) -576 pontos abaixo do fechamento anterior registrando uma baixa -0.75% devido ao contágio do sentimento mundial de aversão ao risco, mas bastou o mercado americano abrir para mostrar ao mundo a força do capitalismo, onde manda quem tem dinheiro. 

As 10:45 da manhã de hoje o IBOV zerou suas perdas e virou para território positivo registrando uma máxima de 77090 pontos até as 11:45, mas se os EUA foram fortes o suficientes para impulsionar as bolsas no mundo o porque o Dólar não cedeu ao cenário positivo e continua em alta?

Neste momento internacional de aversão ao risco a alavancagem em dólares (dívida em moeda internacional) dos bancos preocupam os mercados e sua arma de defesa são duas. A primeira é comprar dólares futuros, pois assim se defendem de uma variação cambial que viria contra seus investimentos frente a moeda corrente do país que realizaram seus investimentos, a liquidez e o volume são superiores ao dólar à vista que faz referência ao dólar comercial, logo o #DOLFUT dólar futuro impulsiona a alta do dólar comercial.

Segundo seria a compra de contratos futuros de juros, os famosos DI’s, pois de nada adianta comprar títulos públicos numa taxa inferior aos juros reais praticados pelo mercado. Explicando em miúdos, o Brasil tem sua taxa Selic (taxa base de juros) fixada em 6,5% os contratos DI1F2019 com vencimentos de juros em 2019 abriram em 6,82 pontos e o DI1F20121 abriram em 9,72, precificando a taxa básica de juros para 2021 em 9,72%. 

O Banco central decidiu em sua política econômica de curto prazo não elevar a taxa base de juros, para incentivar o crédito e impulsionar a economia, mas o mercado é soberano e os bancos então vendo essa distorção de juros cada vez mais escancarada começam a comprar por 6,5 hoje o que já vale 6,75 e o que valerá  9,72 em em 2021, aumentando a margem de lucro em títulos públicos a 49,53%, espetacular não é verdade?

Mas para ajudar nesta manhã a festa de comprar notas de 50 Reais por 20 Reais, fazendo uma analogia as taxas de juros, acabou onde o Banco Central simplesmente apagou a luz e desligou o som, sem avisar ninguém, então o que sobrou? O quíntuplo das posições que anteriormente seriam compradas em juros foram todas direcionadas ao Dólar futuro, já que as margens são bem menores, fazendo com que a moeda não cedesse. 

O Tesouro se justifica dizendo que as compras de títulos se devem fazer às taxas justas, por isso interrompe a venda dos títulos, pois os investidores não perdoam o preço defasado e o tesouro entra com a interrupção como mecanismo de defesa. Porém abre uma nova tarefa tarefa para o Banco Central, a de controlar o câmbio, onde até o momento não se manifestou qual seria a estratégia adotada, enquanto isso o Dólar continua subindo como instrumento de defesa cambial dos bancos.

 

 

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