BRASIL: o último a sair apague a luz

Quando tomamos uma decisão de mudar de país, não é um fator isolado que nos move a sair da nossa casa ou do nosso país de origem, mas uma série de fatores contribuem para uma escolha desse porte.

A falta de confiança com o futuro do Brasil, no aspecto político e econômico do país, lidera outros fatores como, questões de segurança, crise financeira, corrupção política, desemprego e a dificuldade de empreender que amplia a lista entre os principais fatores. Segundo pesquisa Datafolha, 43% dos adultos têm intenção de deixar o país, onde cada vez mais os profissionais qualificados e formados seguem neste objetivo, já que 56% tem formação universitária e 51% estão entre as classes A/B. No ano passado, o portal de notícias G1, noticiou que o número de registros com saída definitiva do país cresceu 165%. Muitos procuram empregos fora da sua área de atuação e pagam o preço por melhor qualidade de vida.

Condomínio cercado por seguranças e carro blindado não foi o suficiente para afastar meu medo e me segurar no Brasil.

Os investimentos de brasileiros em imóveis no exterior quase dobraram de 2011 para 2016: de US$ 3,6 bilhões para US$ 6,1 bilhões, segundo dados do Banco Central.

“O Brasil é, hoje, uma nação exportadora de gente.”, diz colunista da FORBES BRASIL

Aparentemente, os EUA é a primeira opção da grande maioria, mas vai desde Portugal como plano B até descendentes de japoneses tentarem a vida no tigre asiático. Os destinos procurados são os mais diversos, EUA, Canadá, Portugal, Espanha, Itália, França, Austrália e Japão. Observa-se que existem muitos destinos sendo escolhidos pelos brasileiros, a maior prova desse “êxodo” brasileiro, são os pedidos de dupla cidadania que aumentam em ritmo acelerado, segundo o Itamaraty.

Os que já se instalaram dizem que o recomeço é difícil, mas é compensador. O maior medo, que antes era o da insegurança, está entre os fatores mais compensadores segundo os recém-chegados no exterior.

Minha maior impressão desta terra abençoada (EUA) é que aqui tudo funciona desde a infraestrutura até principalmente as leis. Confesso que foi difícil eu particularmente com minha recém vivência de “América” encontrar um defeito; claro que existem desvantagens, mas estas são insignificantes perto da recompensa que temos por viver aqui.

Não só os brasileiros que desejam começar tudo do zero estão saindo, mas também aqueles que possuem uma estabilidade financeira, seja com suas carreiras consolidadas e sua vida estável, abrindo mão de tudo para morar em países europeus ou norte-americanos. São executivos ou empresários que preferem dar um passo atrás montando algo menor no exterior do que se arriscar no caldeirão chamado BRASIL.

Os emigrantes brasileiros procuram não o sonho de morar fora, mas o sonho de sair do Brasil, movimento este confirmado pela imprensa americana, onde confesso que me assustei com as reportagens que saíram recentemente sobre este assunto.

Somente uma melhora na economia brasileira poderia frear esse movimento, mas enquanto isso não acontece, os obstinados a viverem uma vida melhor buscam um lugar melhor.

Na semana passada, o Wall Street Journal noticiou a seguinte manchete: “Eu estou completamente assustado: brasileiros dão adeus ao paraíso”.

“Abalados pela violência, milhares de estrelas de TV, banqueiros, advogados e brasileiros ricos estão fugindo do país”.


Fonte: Wall Street Journal

Particularmente, acredito que o Brasil está muito “polarizado” no aspecto político-econômico, ou seja, uma visão de extremos e com um centro sujo e corrupto, não nos sobrando escolhas. O fato de que muitos têm pouco e poucos têm muito afeta a economia no Brasil; fato este que ficou claro para mim com o poder de compra do americano, onde o salário mínimo vai de US$1.800-US$2.200 e as famílias que ganham isso aqui são consideradas no estágio da pobreza.

A política, onde se juntarmos todos os candidatos não dão um, mostra a incompetência e incapacidade de todos, e me refiro a todos sem exceção, corroborando o fato de não termos pessoas preparadas concorrendo ao cargo de presidente do Brasil.

Seja pelo envolvimento de corrupção do chamado Centrão até os adeptos de extrema direita que, apesar de serem aptos a colocarem ordem, não são aptos e competentes a construir o progresso, na minha opinião. Ouço alguns ainda mencionarem que é melhor a direita do que a esquerda voltar ao poder, e é evidente que sim. Ainda há aqueles que opinam dizendo que não seria o melhor candidato, mas sim o que poderia fazer as mudanças. Será? Político é político. E este terá que pagar o preço da sujeira negociando cargos e ministérios, pois um presidente sem congresso deixaria o país ingovernável. Sem o congresso para aprovar as leis e reformas que precisam ser aprovadas para a recuperação econômica do país, não aconteceriam as mudanças. Também já deixaram claro que não abririam mão dos privilégios que possuem hoje, já mostrando que mamariam na máquina pública como os outros que estão lá.

A esquerda ou centro-esquerda dispensa comentários, pois são todos “lixos do mesmo saco”, e todos já sabem a Venezuela que tentaram fazer do Brasil.

O problema do Brasil está no sistema político atual. Enquanto tivermos um congresso que não sabe administrar o que arrecada, as coisas continuarão difíceis. Acompanho dados numéricos diariamente com as operações no mercado financeiro e pude chegar à seguinte conclusão que vou expôr abaixo:

O Brasil possui um rombo de R$159 bilhões nas contas públicas em 2018. 9 a cada 10 sindicatos no mundo estão no Brasil. A cada 4 obras públicas no Brasil, 3 têm irregularidades.

Só a campanha política custa quase R$13 bilhões aos cofres públicos, que saem bolso do brasileiro. A voz do Brasil nas rádios às 19 horas, momento em que muitos mudam de estação, custa R$6,6 bilhões. Um a cada 12 brasileiros é funcionário público. 59,2% dos Deputados já se beneficiaram ao apresentar algum projeto de lei. 25,7% da Câmara dos deputados é composta por funcionários de estatais. A não reforma da previdência custará 480 bilhões de reais aos cofres públicos para que os deputados não deixem de se reeleger. O reajuste salarial de R$5,6 bilhões beneficiou apenas os candidatos à presidência que ainda são parlamentares. Os servidores federais ganham 93% a mais do que trabalhadores do setor privado.

O funcionalismo publico federal consumiu R$284 bilhões no ano passado. O déficit da previdência, somente dos servidores federais e militares foi de R$87,5 bilhões, e somados aos R$182,5 bilhões do RGPS em 2017, representa a totalidade de R$268,8 bilhões.

A taxa de homicídio atingiu o maior patamar que é o de 30,3 mortes por 100 mil habitantes; sendo 62,5 mil homicídios registrados em 2017. O Brasil tem 11% das mortes violentas do mundo, sendo 600 mil vidas perdidas desde 2006. Os homicídios no mundo caíram 17%. Nos países ricos, a queda deles foi de 39% e no Brasil a subida de 13%, em um ano. O Brasil perde R$150 bilhões com jovens assassinados. A violência custa 4,38% do PIB brasileiro, são R$69,86 bilhões para termos a segurança no Brasil de hoje. O orçamento de inteligência policial é de R$510 milhões enquanto o governo gasta R$8 bilhões em publicidade.

Você sabia que, com o valor arrecadado em impostos este ano no Brasil, daria para se construir uma ferrovia dando 4 vezes a volta ao mundo? Ou ainda alimentar 209 milhões de brasileiros por quase um ano? O brasileiro trabalha 153 dias por ano para financiar o governo, o que equivale a 42% do ano para pagar em impostos.

Você sabe o quanto o seu candidato já gastou esse ano do seu dinheiro em cota parlamentar, campanha, passagens aéreas e auxílio moradia? Não importa quem você vai eleger, ele não vai ganhar menos que os outros que já estão há tempos por lá.

Nossa nação virou uma verdadeira piada no exterior, onde só falta o Alibabá para os 512 ladrões.

Enquanto você leu essa matéria, uma nova lei foi criada por um dos 64.000 políticos no Brasil, sustentados por você mesmo, para prejudicar sua vida.

Brasil: o último a sair apague as luzes.

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