Após 10 anos da crise do sub-prime americano, os EUA continuam ainda em ritmo de expansão, entrando no maior período de crescimento do país. Mas a pergunta de hum milhão de dólares é: até quando?

Alguns especialistas de mercado dizem que, apesar deste período poder chegar ao fim, já que a economia é cíclica, os números ainda demonstram forte crescimento econômico e ritmo de expansão e especula-se que este período seria próximo de 2020. Porém, podemos lembrar que a Austrália não sabe o que é uma crise desde 1991, realmente uma era áurea que já dura 27 anos. Entretanto, os números estão tão aquecidos em diversos setores da economia americana, que poderiam desencadear uma superprodução indo além da demanda interna e internacional, este é o fator preocupante para os dirigentes do FED.

A previsão dos economistas é que o PIB chegue a uma expansão de 2,9% no quarto trimestre de 2018, também esperam a diminuição da taxa desemprego para 3,6% até o início de 2019 e o risco do crescimento da produtividade ainda possa exceder as previsões. Mas podemos aproveitar o final deste movimento de expansão, já que o risco de uma recessão para os próximos 12 meses é de apenas 15%.

Esta preocupação surge porque 70% da riqueza americana vem dos gastos das famílias, logo seria preciso um aperto no freio econômico não só para controlar o ritmo de expansão, mas como o nível de consumo das famílias, para que não tenhamos uma inflação desenfreada e a mão de obra fique cada vez mais cara.

O FED (Banco Central Americano) tem sua parcela de culpa visto que as taxas de juros americanas ficaram estacionadas por um longo período a níveis extremamente baixos. Isso gerou incentivo ao crédito e expansão. Já não sendo bastante, o presidente Trump implementa uma política fiscal branda com redução de impostos em pleno final de ciclo o que fez a economia americana engatar uma quarta-marcha e seguir em frente.

As taxas de juros certamente terão alta ainda esse ano, porém o ritmo dos números inflacionários ditará o ritmo dessa alta, onde a meta de inflação do FED para este ano é de 2%.

Há quem diga que o dinheiro não aceita desaforo, logo a expansão econômica americana só não está mais forte devido a uma guerra comercial recém iniciada. Porém, os apoiadores de Trump que o adjetivam como um gênio ainda acreditam que isso não perdurará por muito tempo e, como o presidente americano vem do forte ramo imobiliário, isto não passaria de uma estratégia de barganha comercial para poder dominar as negociações daqui pra frente. Fato este que ficou evidente com a possiblidade do primeiro acordo na guerra comercial, entre Trump e Merkel referente à isenção de tarifas dos veículos europeus nos EUA e vice-versa.

 

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